terça-feira, 27 de junho de 2017

SANTO ATÍLIO - MÁRTIR - 28 DE JUNHO







Atílio nasceu no ano 162, provavelmente em Lyon, na França. Sua família era nobre, cristã e original de Lázio, na Itália, mas viviam em Lyon. Sabe-se que antes de completar quinze anos ele já era diácono na comunidade cristã local. Seu nome, Atílio, era muito comum na região de Lázio.

No ano 177 a perseguição contra os cristãos decretada pelo imperador Marco Aurélio chegou ao ápice da violência. Cristãos de Lyon, na França e de Viena, na Áustria, foram especialmente perseguidos e mortos. Os sobreviventes dessas comunidades escreveram para os cristãos da região informando detalhadamente sobre a perseguição.

Cristãos eram presos, julgados sumariamente em praças públicas e executados sem piedade pelo simples fato de serem cristãos, especialmente os líderes das comunidades. Nessa fase, o adolescente diácono Atílio foi preso. Porém, por ser tão jovem e tão admirado pelo povo, o juiz decidiu reservá-lo.

O juiz tinha a intenção de fazer Atílio renegar a fé cristã e apresentá-lo como “troféu” a Marco Aurélio, o imperador. Por isso, submeteu-o a um longo tempo de torturas. Entre as torturas, o juiz o fez assistir às torturas e mortes dos outros cristãos. Ele assistiu, inclusive, a agonia de seu bispo, chamado Fotino. Este, já idoso, depois de sofrer as piores agressões, ficou agonizando por dois dias até morrer. Porém, não renegou a fé, tornando-se mártir e santo da Igreja.

Atílio morreu queimado sentado numa cadeira de ferro colocada no centro do Circo, num bárbaro espetáculo pagão. Durante a noite, cristãos ainda sobreviventes conseguiam recolher partes dos corpos que restavam e os enterravam secretamente, como fizeram com aquelas do jovem diácono Atílio.

Passada a perseguição, todos foram recolhidos e enterrados naquela que seria, mais tarde, a catedral de Lyon. O culto desses mártires começou logo após, numa solenidade grandiosa que se chamou 'festa das Maravilhas'. Com a reforma do Martirológio Romano, os mártires cuja identificação era precisa receberam celebração individual. No caso de santo Atílio, ele é festejado no dia 28 de junho.









Uma outra tradição diz que ele foi um soldado e mártir morto no dia 28 de junho no terceiro e quarto século. Identificado como um dos soldados da lendária Legião de Tebas, venerada por Trino Vercellese. Seu culto existe, mas sua biografia carece de comprovação históricas.

Etimologia: Attilio = ativo ou talvez avô, do emblema Latino: Bandeira, Elmo








A legião de Tebas (também conhecida como os mártires do Agaunum ) foi como uma legião romana inteira - de "seis mil seiscientos e sessenta e seis homens"- que se converteram em massa ao cristianismo e foram Martirizados em 286.  Entre os Santos dessa legião, estão: 
São Maurício
Attilio
Maurice
Alexander of Bergamo
Bessus
Candidus
Cassius e Florentius
Chiaffredo (Theofredus)
Constantius
Defende
Exuperius (Exupernis)
Felix e Regula , os santos patronos de Zürich
Fidelis de Como
Fortunatus of Casei
Gereon
Magnus of Cuneo
Solutor, Octavius ​​e Adventor
Tegulus
Ursus de Solothurn
Victor de Xanten
Victor of Solothurn
Verena




Anúncio do Evangelho (Mt 10,26-33)

O Senhor esteja convosco.

Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos: 26“Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27O que vos digo na escuridão dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! 29Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30 Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão contados. 31 Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. 32 Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus.


Palavra da Salvação.

Glória a vós, Senhor.



Responsório (Sl 68)

 Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

Por vossa causa é que sofri tantos insultos,/ e o meu rosto se cobriu de confusão;/ eu me tornei como um estranho a meus irmãos,/ como estrangeiro para os filhos de minha mãe./ Pois meu zelo e meu amor por vossa casa / me devoram como fogo abrasador.

Oração a Santo Atílio
“Ó Deus, que destes a Santo Atílio
 a graça de defender a fé em Jesus Cristo com a própria vida, 
sendo ainda um adolescente de quatorze anos, 
dai também a nós a graça da perseverança e da coragem
e de testemunhar o vosso nome, pelo nosso comportamento, 
onde quer que estejamos. 
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
na unidade do Espírito Santo.
 Amém. 
Santo Atílio, rogai por nós.”


Responsório (Sl 68)

 Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

Por vossa causa é que sofri tantos insultos,/ e o meu rosto se cobriu de confusão;/ eu me tornei como um estranho a meus irmãos,/ como estrangeiro para os filhos de minha mãe./ Pois meu zelo e meu amor por vossa casa / me devoram como fogo abrasador.





segunda-feira, 26 de junho de 2017

SÃO CIRILO DE ALEXANDRIA - BISPO E DOUTOR DA IGREJA - 27 DE JUNHO










Cirilo de Alexandria (ca. 375 ou 378 — 444) foi o Patriarca de Alexandria quando a cidade estava no auge de sua influência e poder no Império Romano. Um dos Padres gregos, Cirilo escreveu extensivamente e foi protagonista nas controvérsias cristológicas do final do século IV e do século V. Foi uma figura central no Primeiro Concílio de Éfeso, em 431, que levou à deposição do patriarca Nestório de Constantinopla.

 Ele é listado entre os Pais e os Doutores da Igreja, e, por sua reputação no mundo cristão, é conhecido como "Pilar da Fé" e "Selo de Todos os Pais". Entretanto, os bispos nestorianos no Segundo Concílio de Éfeso o declararam herético, rotulando-o como um "monstro, nascido e criado para a destruição da Igreja".






Cirilo  teve nas mãos, com toda a firmeza, as rédeas da Igreja do Egito, empenhando-se, ao mesmo tempo, numa das épocas mais difíceis da história da Igreja do Oriente, na luta pela ortodoxia, em nome do papa são Celestino. Nesta firmeza no serviço da doutrina e na coragem demonstrada na defesa da verdade católica está a santidade do batalhador bispo de Alexandria, embora tardiamente reconhecida, ao menos no Ocidente. De fato, somente no pontificado de Leão XIII o seu culto foi estendido a toda a Igreja latina e lhe foi atribuído o título de doutor.

Pela defesa da ortodoxia, contra o erro de Nestório, bispo de Constantinopla, arriscou ser mandado ao exílio e por alguns meses experimentou a humilhação do cárcere: “Nós — escreveu —, pela fé em Cristo, estamos prontos a sofrer tudo: algemas, cárcere, todos os incômodos da vida e a própria morte”. 









No concílio de Éfeso, no qual Cirilo foi um dos protagonistas, foi derrotado seu adversário Nestório, que fizera verdadeira tempestade na Igreja, pondo em discussão a maternidade divina de Maria.

Título de glória para o bispo de Alexandria foi o ter elaborado nesta ocasião uma autêntica e límpida teologia da Encarnação.




 “O Emanuel tem certamente duas naturezas: a divina e a humana. Todavia, o Senhor Jesus é um só, único e verdadeiro filho natural de Deus, ao mesmo tempo Deus e homem, não um homem deificado, semelhante aos que pela graça se tornaram partícipes da natureza divina, mas Deus verdadeiro que para a nossa salvação apareceu na forma humana”. 

Tem particular interesse a quarta homilia, pronunciada durante o Concílio de Éfeso, o célebre Sermão em louvor à Mãe de Deus. 







Neste importante exemplo de pregação mariana, que inicia rico florescimento de literatura em louvor da Virgem, Cirilo celebra as grandezas divinas da missão de Nossa Senhora, que é verdadeira Mãe de Deus, pela parte que teve na concepção e no parto da humanidade do Verbo feito carne.








Controversista de categoria, Cirilo transbordou os rios da sua fecunda oratória. Teólogo de olhar penetrante, foi ao mesmo tempo pastor vigilante das almas. De fato, ao lado dos tratados estritamente doutrinais, temos dele 156 homilias sobre são Lucas, de caráter pastoral e prático, e as mais conhecidas Cartas pastorais, expressas em 29 homilias pascais.

 Foi patriarca alexandrino por trinta e dois anos e reinou até a sua morte em 9 ou 27 de junho 444.










Atribuições iconográficas: Vestido como bispo com um felônio e um omofório, frequentemente com a cabeça coberta no estilo dos monges egípcios (por vezes, a cobertura da cabeça apresenta um padrão de polystavrion), é comumente retratado segurando os Evangelhos ou um pergaminho, com a mão direita levantada como quem transmite uma bênção












Evangelho de Lucas (12,3-5):

"Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado.
E digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer.
Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei."



Ant. Santos, amigos de Deus,
E dos homens padroeiros,
Ajudai-nos a seguir
Por caminhos verdadeiros.


ORAÇÃO

Na Verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Vós, que nos concedeis a alegria de celebrar a memória de São Cirilo de Alexandria,  fortalecei a vossa Igreja com o exemplo de sua vida, o ensinamento de sua pregação e o auxílio de suas preces. 

Deus de misericórdia,
ouvi com bondade os vossos servos
e, por intercessão de São Cirilo de Alexandria,
concedei-nos as graças que Vos pedimos (mentalizar o pedido).
Por Cristo Senhor nosso.
Amém!

sábado, 24 de junho de 2017

SÃO JOÃO E SÃO PAULO - MÁRTIRES CRISTÃOS - 26 DE JUNHO







João e Paulo foram dois cristãos santos  martirizados em Roma no dia 26 de junho. Eles não devem ser confundidos com os apóstolos de mesmo nome (João e Paulo). O ano da morte deles é incerto de acordo com os seus Atos, mas sabe-se que foi durante o reinado de Juliano, o Apóstata (r. 361–363).



Existe uma Paixão que narra os feitos dos santos João e Paulo irmãos de sangue e de fé, decapitados secretamente em sua casa no Célio e aí sepultados, na noite de 26 de junho de 362, durante a perseguição reavivada pelo imperador Juliano, o Apóstata.










João e Paulo eram irmãos ricos e generosos para com os pobres. Juliano que planejara pôr as mãos em seus bens, que Ihes tinham sido confiados por Constantina, filha de Constantino, convidou os irmãos à corte. Mas ambos rejeitaram decididamente por causa da impiedade dele. O chefe da guarda imperial, Terenciano, foi então à casa deles no Célio com a intimação de oferecerem dentro de dez dias incenso à estátua de Júpiter. Ao esgotar o prazo, Terenciano, após uma última e vã tentativa de convencê-los de idolatria, como narra a Lenda áurea, “mandou que fossem degolados secretamente e fossem sepultados em sua própria casa”.









O sucessor de Juliano, o imperador Joviniano, encarregou o senador Bizante de procurar os corpos dos irmãos Joao e Paulo e de construir uma igreja sobre seu túmulo.








Túmulo dos Santos João e Paulo em sua Igreja em Roma.





 Parece, todavia, que a perseguição de Juliano Apóstata atingiu só os cristãos do Oriente, onde Juliano residia, e não os cristãos de Roma; alguns estudiosos acham por isso que se deva antecipar o martírio dos dois irmãos de mais de meio século e situá-lo no tempo da perseguição de Diocleciano.








Igreja  Basílica de São João e São Paulo


O Sacramentarium Leonianum indica, em seu prefácio à festa dos santos, que seus restos foram depositados nas muralhas da cidade após o martírio enquanto que em um dos primeiros itinerários de visita às tumbas dos mártires romanos, o túmulo deles estava indicado como estando numa igreja no monte Célio.

Seja como for, a Igreja chamada titulus Byzantii ou Pammachii ficou conhecido, já há muito, pelo nome dos dois mártires (titulus SS. Joannis et Pauli). Não se discute que os dois foram de fato mártires, mas como e quando seus restos foram transportados para a casa de Bizâncio sob a basílica, só sabemos que ocorreu após o século IV. 








Os aposentos do térreo da citada casa de Pamáquio foram redescobertos sob a Basílica de Santi Giovanni e Paolo, em Roma. Eles estão decorados com importantes afrescos e o túmulo original dos mártires (confessio) está coberto de pinturas sobre eles. Os aposentos e a tumba são um dos primeiros e mais importantes memoriais cristãos em Roma.









Atos

De acordo com os seus "Atos" (Acta), que tem um caráter lendário e não tem nenhum fundamento histórico, os mártires eram eunucos de Constantina, filha de Constantino (r. 306–337), e conheceram um Galicano, que construiu uma igreja em Óstia. Por ordem do imperador romano Juliano, o Apóstata, eles foram decapitados secretamente por Terenciano na casa deles, no monte Célio, local onde uma igreja foi posteriormente erguida e onde eles foram enterrados.

Os "Atos dos Santos João e Paulo" também relacionam os dois mártires com a lenda de Santa Bibiana, algo que não tem nenhum suporte histórico.








Veneração

Desde a construção da basílica, os dois santos são objeto de grande devoção e o seus nomes são parte do Cânone da Missa. A Basílica de Santi Giovanni e Paolo, em Roma, é dedicada a eles, assim como a Basílica de San Zanipolo ("Zanipolo" é o termo para João e Paulo na língua veneziana), em Veneza.










O manuscrito de Lueneberg (ca. 1440-1450) menciona o dia de João e Paulo num antigo relato germânico da lenda do "Flautista de Hamelin":

No ano de 1284, no dia dos Santos João e Paulo
em 26 de de junho
130 crianças nascidas em Hamelin foram seduzidas
por um flautista, vestidas de todas as cores,
e perdidas no local de execução perto do koppen.







Ap 2, 10-11
Não temas os sofrimentos que te esperam. O demônio vai
lançar alguns de vós na prisão, para vos pôr à prova, e sereis
atribulados durante dez dias. Permanece fiel até à morte,
 e Eu te darei a coroa da vida.

V. Os santos, que esperam no Senhor (T. P. Aleluia),
R. Serão fortes e não cairão vencidos (T. P. Aleluia).





ORAÇÃO

Deus eterno e omnipotente, 
que concedestes aos Santos
Mártires São João e São Paulo
 a graça de sofrerem pelo nome de Cristo,
 vinde em auxílio da nossa fraqueza,
 para que, a exemplo dos que morreram corajosamente por Vós, saibamos dar firme testemunho da fé com a nossa vida. 
Por Nosso Senhor.
AMÉM!







ORAÇÃO

Pela intercessão dos vossos mártires São João e São Paulo,
 atendei benignamente,
Senhor, a nossa súplica e fortalecei-nos no testemunho
da vossa verdade. Por Nosso Senhor

AMÉM!





Ap 3, 21
Ao vencedor fá-lo-ei sentar-se comigo no meu trono, como
Eu também fui vencedor e Me sentei com meu Pai no seu
trono.
V. A vossa tristeza (T. P. Aleluia)
R. Converter-se-á em alegria (T. P. Aleluia)


HINO

Poder e glória do Espírito,
Felizes todos os Mártires:
A carne sacrificada
Por Deus há-de ressurgir.

Iguais aos grãos que se enterram
Para serem nosso pão,
Seu corpo se une ao de Cristo,
Oferta das nossas mãos.

Seu sangue se junta ao Sangue
De Cristo que nos redime.
É seiva ardente escorrendo
Das mesmas veias rasgadas.

Feliz quem dá sem medida,
Até dar a vida à morte.
Em Deus liberto, o seu rosto
No rosto de Deus se espelha.

É vã a carne sem alma,
É cinza espalhada ao vento.
Na Cruz, Senhor, sobrevive
A glória dos nossos corpos.

Morrendo nos vossos Mártires,
Em todos viveis, Senhor.
Neles a Igreja se exalta
Com a força do Espírito.

O grão chegará, na messe,
Ao dia do vosso Dia.
No reino do vosso Amor,
A morte é vida sem fim.



Related image




Ant. Alegrem-se no Céu as almas dos Santos, que seguiram
os passos de Cristo; e porque derramaram o sangue por seu

amor, com Cristo reinarão eternamente.





FONTES:
http://iviaggidiraffaella.blogspot.com.br/2015/09/roma-la-basilica-dei-ss-giovanni-e.html
http://www.katieking.it/santi.asp?ID=1177

http://www.papaboys.org/i-santi-di-oggi-26-giugno-santi-giovanni-e-paolo/
https://en.wikipedia.org/wiki/Basilica_of_Saints_John_and_Paul_on_the_Caelian_Hill
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_S%C3%A3o_Jo%C3%A3o_e_S%C3%A3o_Paulo



terça-feira, 20 de junho de 2017

SÃO JOSÉ CAFASSO - PADROEIRO DOS PRESIDIÁRIOS - 23 DE JUNHO









São José Cafasso nasceu em Castelnuovo Don Bosco, no ano de 1811. Desde criança sentiu-se chamado ao sacerdócio.

Foi ordenado padre aos vinte e três anos de idade. Destacou-se pelo serviço aos pobres e o zelo pela salvação das almas. 








Depois de dedicado trabalho na igreja São Francisco de Assis, em Turim, foi nomeado reitor e formador de novos sacerdotes: estima-se que tenha formado mais de cem sacerdotes. Era curvado, devido a um problema na coluna.


Apesar de sua pequenez e de seu corpo recurvado, a aparência de Dom Cafasso era impressionante e quase majestática. Seus contemporâneos se referem frequentemente a São Filipe Néri e a São Francisco de Sales quando falam dele, e, na verdade, parece que esses santos foram seus modelos. Distinguia-se por uma alegria e uma bondade serenas; e São João Bosco, entre outros, chama a atenção para a sua “tranquilidade imperturbável”. 







Dom Cafasso logo se tornou muito conhecido como pregador. Ele nada tinha de retórico: as palavras lhe afluíam aos lábios com facilidade: “Jesus, a Sabedoria Infinita”, dizia ele a Dom Bosco, “empregava as palavras e expressões que eram correntes entre aqueles aos quais se dirigia. Faça o mesmo”. E não havia tendência ou doutrina que ele não fosse capaz de enfrentar, ora em linguagem coloquial para as multidões, ora em termos mais técnicos para o jovem clero.

Dom Cafasso se destacou entre aqueles que destruíram os últimos vestígios do jansenismo na Itália do Norte, encorajando os fiéis com a esperança e a confiar, com humildade, no amor e na misericórdia de Deus, e combatendo uma moralidade que considerava a menor falta como um pecado grave. 


“Quando ouvimos confissões”, escrevia ele, “Nosso Senhor quer que sejamos amáveis e compassivos, paternais para com todos aqueles que nos procuram, sem nos preocuparmos com o que eles sejam ou o que tenham feito. Se repelimos alguém, se alguma alma se perde por nossa culpa, lembremo-nos de que um dia seremos chamados a prestar contas disto: seu sangue será requerido de nossas mãos”.





E Dom Cafasso desempenhou um grande papel na formação de uma geração de clérigos que combateria em todos os sentidos e se negaria a transigir com as autoridades civis cuja ideia a respeito das relações entre Igreja e Estado era a de dominação e interferência.

Dom Guala morreu em 1848 e Dom Cafasso foi indicado para lhe suceder como reitor da igreja de São Francisco e do Instituto anexo. Ele mostrou-se tão bom superior quanto fora bom subordinado, e o cargo não era fácil, porque havia uns sessenta padres jovens, provenientes de várias dioceses e de formação e  cultura diversas, e, o que era importante naquela época e naquele lugar, de pontos de vista políticos diferentes. Dom Cafasso fez deles um só corpo, com um só coração e uma só alma, e se uma mão forte e uma disciplina rígida tiveram a sua parte neste desempenho, mais tiveram a santidade do novo reitor e suas elevadas normas.

Seu amor e seu cuidado com os sacerdotes jovens e pastores inexperientes e sua insistência em afirmar que seu pior inimigo era um espírito de mundanidade, tiveram influência marcante no clero do Piemonte. E seu cuidado não se restringia apenas a este: religiosas contemplativas e ativas e leigos, especialmente os jovens, eram indistintamente objeto de seu interesse e de sua solicitude. Ele tinha uma intuição notável no trato com seus penitentes, e pessoas de todos os tipos, grandes e pequenos, clérigos e leigos, acorriam ao seu confessionário. O arcediago de Ivrea, Mons. Francisco Favero, foi um dos que deram seu testemunho pessoal sobre o poder que Dom Cafasso tinha de curar as almas quebrantadas.









Suas atividades, seja na pregação e no atendimento espiritual a todos, indistintamente, seja na orientação e na formação do clero jovem, não se limitavam à igreja de São Francisco e seu Instituto, e, dos lugares em que ele era muito conhecido, se sobressaía o santuário de Santo Inácio, situado fora da cidade, nas colinas de Lanzo. Com a supressão da Companhia de Jesus, este santuário ficou aos cuidados da arquidiocese de Turim, e Dom Luigi Guala foi nomeado seu administrador, em tempo oportuno, e depois de sua morte foi sucedido por Dom Cafasso. Este continuou a obra de seu predecessor, pregando aos romeiros e dando retiros para o clero e para os leigos, ampliando as acomodações e terminando a estrada que conduz ao santuário, iniciada por Dom Guala. 








Mas de todas as atividades de Dom Cafasso nenhuma tocou mais a imaginação do público, em geral, do que sua obra em favor dos detentos e sentenciados. As prisões de Turim naquela época eram instituições horríveis, cujos ocupantes viviam apinhados em condições bárbaras, mais próprias a degradar aqueles que as suportavam. Isto constituía um desafio para Dom Cafasso, e um desafio que ele agarrou com ambas as mãos. O mais conhecido de seus convertidos, nessas condições pouco promissoras, foi Pedro Mottino, um desertor do exército que se tornara o chefe de um bando de salteadores, particularmente mal afamados. 







Havia execuções em público, e Dom Cafasso acompanhou mais de setenta condenados até o cadafalso, em várias localidades, e nenhum deles morreu impenitente: ele os chamava seus “santos enforcados”, e lhe pedia que intercedessem por ele. 










Entre estes condenados se achava o general Jerônimo Ramorino, que tinha sido oficial de artilharia do exército de Napoleão I e, posteriormente, mercenário na Espanha, na Polônia e na Itália. Foi condenado à morte por desobedecer às ordens na batalha de Mortara, e, ao ser convidado a se confessar, na véspera de sua execução, respondeu: “Minha condição não é tal que me obrigue a semelhante humilhação”. Dom Cafasso não concordou e perseverou, e Ramorino foi ao encontro da morte como bom cristão.




São João Bosco foi um dos vocacionados de São José Cafasso. 
São José Cafasso serviu como professor, conselheiro e director espiritual de São João Bosco por 20 anos.

É considerado co-fundador dos Salesianos.








Por vários anos dedicou-se à confissão dos encarcerados e encarceradas: era certo de que queria ouvir os presos e condenados, e consolá-los mesmo depois da Confissão. Ficou famoso por suas constantes visitas às prisões, e nos enforcamentos que eram realizados em sua cidade. Dentre os vários ofícios que assumidos, destacava-se a evangelização aos condenados à morte, tanto que é conhecido como o Santo da Forca.


Na primavera de 1860, Dom Cafasso predisse que a morte o levaria no decorrer daquele ano. Ele redigiu um testamento espiritual, estendendo-se sobre as formas de se preparar para uma boa morte, que ele tantas vezes expusera aos participantes dos retiros do Santuário de S. Inácio, a saber, uma vida piedosa e íntegra, o desprendimento do mundo e o amor ao Cristo crucificado. E fez um testamento dispondo de seus bens, cujo herdeiro universal era o reitor da Pequena Casa da Divina Providência de Turim, fundação de S. José Cotolengo. Entre os outros herdeiros se achava S. João Bosco, que recebeu certa quantia de dinheiro e alguma terra e edifícios vizinhos ao oratório salesiano de Turim. Por essa época, Dom Bosco estava tendo dificuldades com o governador civil do Piemonte, fato este que era motivo de preocupações para Dom Cafasso e lhe afetou a saúde.


Depois de ouvir confissões em 11 de junho, ele se recolheu ao leito, exausto e doente. Manifestou-se uma pneumonia, e ele morreu no sábado, dia 23 de junho de 1860, à hora do Angelus da manhã. Multidões imensas assistiram-lhe os funerais, na Igreja de S. Francisco e na igreja dos Santos Mártires, onde, como convinha ao momento, pregou S. João Bosco. 

Faleceu jovem, com quarenta e nove anos de idade.




Sua festa litúrgica é celebrada aos 23 de junho.

Foi canonizado em 1947 pelo Papa Pio XII.





Igreja de São José Cafasso, em Palermo, Itália







 Lembrai-vos dos presos, 
como se estivésseis presos com eles,
 e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo.
Hebreus 13,3


Oração a São José Cafasso

São José Cafasso,
 que fostes tão generoso para com nosso amado são João Bosco, assistindo-o em suas necessidades
 e que como sacerdote acompanhastes inúmeros condenados à morte na forca , mostrando sempre atenção aos encarcerados, 
vós , que tínheis o dom do conselho,
 e morrestes tão santamente em oração e na paz, 
pedimos que intercedais junto a Deus para que nos dê 
o dom do sábio conselho 
e nunca deixemos de orar por todos os que estão à beira da morte, principalmente pelos mais abandonados. 
Por Cristo Nosso Senhor. 
Amém.







ORAÇÃO
Ó Deus, 
pela intercessão de São José Cafasso,
 fazei que minha vida seja um exemplo
 de autêntica caridade e de amor ao próximo.
 Que eu seja capaz de me doar aos meus irmãos 
e de suscitar neles o Vosso amor. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 
Amém.







São Mateus (25,34-36):
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; 
estive na prisão, e foste me ver.







                               ORAÇÃO PELOS PRESOS:
Senhor, 
nós vos pedimos pelos encarcerados,
 para que tenham melhores condições de ressocialização, cumpram sua pena com dignidade e se arrependam de seus crimes,

que se sintam tocados por vossa graça
 para darem um novo significado para suas vidas 
e se purifiquem plenamente de suas culpas.
 Amém!